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O segredo da ordenha robotizada está no caminho das vacas

A ordenha robotizada proporciona maior autonomia às vacas contribuindo para uma rotina mais natural

20261 de mai.13:30Última atualização: 14 de jul.
Por Leticia Fernandes*

Nas últimas décadas, a produção leiteira tem passado por transformações importantes, impulsionadas pela adoção de tecnologias e pela busca por maior eficiência, sustentabilidade e melhores condições de trabalho.

 

O segredo da ordenha robotizada está no caminho das vacas

Nesse cenário, os sistemas de ordenha automatizada (Automatic Milking Systems – AMS) vêm ganhando espaço nas fazendas leiteiras, ao modificar de forma significativa o manejo do rebanho e a rotina de ordenha.

Com a expansão desses sistemas, estudos têm avaliado seus impactos na produção e qualidade do leite, no comportamento animal, na saúde e bem-estar das vacas e na eficiência operacional, especialmente no uso de mão de obra.

Além disso, a ordenha robotizada proporciona maior autonomia às vacas, permitindo que escolham quando se alimentar, descansar e ir à ordenha, o que contribui para uma rotina mais natural.

Pesquisas indicam que a adoção da ordenha robotizada pode resultar em aumento na produção de leite. Propriedades que migraram de sistemas convencionais para o AMS relatam incrementos produtivos entre 2% e 12%, especialmente quando as vacas passam a ser ordenhadas mais de duas vezes ao dia.

Também são observados ganhos relacionados à redução da necessidade de mão de obra, maior liberdade comportamental dos animais e melhoria na qualidade de vida dos produtores.

Dentro dos sistemas robotizados, um dos principais pontos de atenção está na forma como o fluxo de vacas é organizado na propriedade. Esse fluxo pode seguir diferentes estratégias, sendo as mais comuns o fluxo livre e o fluxo guiado, modelos que impactam diretamente o comportamento dos animais e a eficiência do sistema.

No fluxo livre, as vacas têm acesso irrestrito ao robô de ordenha, à área de descanso e ao cocho. Durante a ordenha, recebem concentrado, o que reforça a associação positiva com o processo e estimula visitas voluntárias ao robô.

Esse modelo prioriza o conforto e a autonomia, permitindo que os animais se movimentem de forma mais natural, sem a necessidade de estruturas que direcionem seu deslocamento.

Nesse sistema, o número de ordenhas é regulado principalmente por parâmetros definidos no software, respeitando os intervalos adequados para cada animal.

 

*Leticia Fernandes é veterinária e líder de equipe de Suporte à Gestão de Fazendas da Lely América Latina.
 

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