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Sistema automatizado: não é opção, é estratégia
O Lely Calm identifica cada animal, prepara a ração instantaneamente, realiza o fornecimento e registra os consumos.
Os primeiros dois meses de vida têm fortes implicações na produção futura de leite e no desenvolvimento da glândula mamária. Por isso, a automação garante constância, dados e bem-estar, com maior ganho de peso e menos casos de diarreia.

Sistema automatizado: não é opção, é estratégia
A ciência confirma: a cada cem gramas adicionais de ganho médio diário (GMD) na criação, estão associados entre 250 e 300 litros a mais de leite na primeira lactação (Soberon et al., 2012). Em outras palavras, a fazenda do futuro começa a ser construído na criação.
Alcançar esse resultado é um grande desafio, especialmente na criação convencional, em que a constância é difícil de manter: preparar o substituto lácteo sempre da mesma forma, controlar temperaturas, higienizar baldes e cumprir horários, mesmo em dias de folga. Basta um erro na mistura ou um atraso na mamada para comprometer a saúde da futura vaca em produção. As consequências são sempre graves, como diarreias, baixo ganho diário de peso, mortalidade e prolongamento desnecessário do período de criação.
Precisão aplicada à criação
Para alcançar a consistência e a precisão exigidas na criação, a Lely desenvolveu o Lely Calm, um sistema automático projetado para reproduzir da forma mais natural a alimentação do bezerro: pequenas porções, várias vezes ao dia e sempre na temperatura ideal. O equipamento identifica cada animal, prepara a ração instantaneamente, realiza o fornecimento e registra os consumos.
Cada alimentador conta com quatro estações de mamada, com capacidade para alimentar até 120 bezerras, sendo recomendada a alocação de 20 a 30 animais por curral.
Além disso, cada alimentador é conectado ao CalfCloud, uma plataforma digital que oferece todas as informações do sistema por meio de gráficos e relatórios individuais. Nela, é possível monitorar o consumo de leite por dia e por mamada, a velocidade de sucção, bem como visitas sem ingestão e interrupções — indicadores precoces de possíveis doenças.
- Bem-estar e socialização desde o início: Um dos destaques do sistema de criação coletiva Lely Calm é que as bezerras aprendem umas com as outras: brincam, imitam comportamentos e consomem mais concentrado inicial. O resultado é um aumento no ganho diário de peso (GMD) e uma melhor adaptação futura ao rebanho adulto (Costa et al., 2016).
- Menos baldes e mais gestão: É importante ressaltar que a automação não substitui o operador, mas o libera de tarefas repetitivas. Segundo Alison Sinnott et al. (2021), a mão de obra torna-se 39% mais eficiente, pois reduz o tempo gasto lavando baldes e aumenta o tempo dedicado à observação dos animais. Na rotina diária, a equipe passa a focar nos animais mais jovens ou doentes, revisar alertas, buscar animais atrasados e aplicar tratamentos, com informações de fácil acesso diretamente no sistema.
Tendência global com validação científica
A criação automatizada não é um experimento: em países europeus como Alemanha e Holanda, mais de 70% dos tambos médios e grandes utilizam sistemas de alimentação automática na criação.
Em estudos publicados no Journal of Dairy Science, observou-se que bezerros criados com alimentadores automáticos apresentam:
- Menos casos de diarreia clínica (redução de até 30%);
- Maior consumo de concentrado inicial e transição mais rápida para um ruminante funcional;
- Melhor comportamento social e menor estresse no desaleitamento (Jensen & Budde, 2006; Costa et al., 2016).
Um círculo virtuoso
Quando a criação é realizada com precisão, os benefícios deixam de ser individuais e passam a fazer parte de um sistema que se retroalimenta.
- Para as bezerras: mais saúde, maior ganho diário de peso (GMD), detecção precoce de doenças e melhor adaptação social e produtiva.
- Para os operadores: tarefas mais amigáveis, maior flexibilidade de horários e foco nos animais mais frágeis.
- Para o produtor: controle e dados em tempo real, mão de obra otimizada e vacas mais produtivas no futuro.
Retorno sobre investimento
Na análise econômica e do retorno financeiro, a criação automatizada não deve ser vista apenas como um custo, mas como um investimento estratégico. A economia de mão de obra é imediata: duas horas a menos por dia dedicadas à preparação e lavagem de baldes equivalem a mais de 60 horas mensais por operador.
Além disso, o aumento do GMD traduz-se em mais de 500 litros adicionais de leite na primeira lactação (Soberon & Van Amburgh, 2012). Ao considerar ambos os fatores, diferentes estudos estimam que um alimentador automático pode se pagar em até dois anos, dependendo do tamanho do rebanho e do custo local da mão de obra.
O que fica claro
Em um setor em que a competitividade é medida por produtividade, eficiência da mão de obra e controle de custos, a criação automatizada deixa de ser opcional para se tornar estratégica.
O Lely Calm não é apenas um alimentador automático: é uma ferramenta de gestão que garante constância, dados e bem-estar. Criar bezerras melhores hoje significa ter vacas mais produtivas amanhã. E, na criação — como em toda a atividade leiteira — a precisão faz a diferença.
Mas o impacto vai além. Esses sistemas contribuem para uma menor utilização de antibióticos, graças à detecção precoce de doenças (Conboy et al., 2021), para uma maior longevidade produtiva — vacas mais saudáveis permanecem por mais lactações, reduzindo a reposição — e para uma menor pegada ambiental, já que produzir mais leite por vaca ao longo da vida reduz as emissões de metano por litro.
Este conteúdo foi traduzido e adaptado a partir do material originalmente publicado por Infortambo Argentina. Recomendamos a leitura do material original e completo no link: https://www.infortambo.com/revistas/infortambo-437/
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